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Gaeco fez operação para combater roubo e desvio de cargas no PR e MS

Publicado em: 02/09/2016 05:57

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubar e desviar cargas perecíveis em cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) deve cumprir 24 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão contra 30 pessoas, além de 11 mandados de condução coercitiva.

Entre os alvos desta operação, de acordo com o Gaeco, estão escrivães, investigadores e um delegado afastado da Polícia Civil, policiais militares, além de empresários e caminhoneiros.

As investigações revelaram que a quadrilha simulava roubo de cargas para ficar com a mercadoria. De acordo com o Gaeco, eles agiam da seguinte forma: motoristas de caminhões registravam boletim de ocorrências sobre os roubos, e nos depoimentos diziam que eram obrigados pelos criminosos a tomar uma bebida e só acordavam horas depois. Os suspeitos ainda relatavam que eram amarrados e abandonados às margens de rodovias. Os caminhoneiros, envolvidos no esquema, procurava a delegacia e fazia o registro falso do crime com a conivência dos policiais.

Ainda de acordo com o Gaeco, a organização criminosa desviava cargas de soja para Dourados, no Mato Grosso do Sul, e de produtos alimentícios e limpeza para uma rede de supermercados da região sudoeste do Paraná e para uma indústria de alimentos de Pato Branco.

Conforme o MP-PR, pelo golpe o motorista e o policial que registrava o Boletim de Ocorrência recebiam R$ 10 mil cada. A promotoria informou que foram roubadas cerca de 40 cargas de produtos perecíveis dessa maneira.

A operação é realizada nos seguintes municípios: Realeza, Cascavel, Londrina, Maringá, Terra Roxa, Guaíra, Pato Branco, Capitão Leônidas Marques, Boa Vista da Aparecida, Brasilândia do Sul, todas no Paraná, Campo Grande, Dourados, Cassilândia, Três Lagoas, Corumbá, no Mato Grosso do Sul, Amparo (SP) e Goiânia (GO).

Resumo da operação

Foram presos preventivamente sete empresários, três funcionários de empresas envolvidas, um advogado, um delegado de polícia, quatro investigadores, um policial militar e sete motoristas.

Em Londrina foram sete mandados de prisão. Diversas pessoas presas, entre elas um escrivão da Polícia Civil, dois empresários e a mulher de um deles. A mulher, que está grávida, passou mal durante o cumprimento de mandado e foi levada ao Hospital Evangélico. Um advogado ainda foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos na sede do órgão.

Em nota, a Polícia Civil do Paraná informou que prendeu cinco policiais civis em Londrina, Cascavel, Terra Roxa e Guaíra. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil deve instaurar um processo disciplinar para investigar o envolvimento dos servidores. Se o envolvimento deles no esquema for confirmado, os policiais podem ser demitidos.

A Polícia Civil ainda informou que o delegado preso será encaminhado para o Centro de Operações de Policiais Especiais (Cope), três policiais civis homens serão levados para a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e a policial civil mulher irá para o Centro de Triagem de Curitiba.

Fonte: G1 - Globo - RPC
Foto: Reprodução

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