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Delator relata encontro com Osmar Dias para acertar doação de R$ 500 mil

Publicado em: 13/04/2017 12:25

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, afirmou, em colaboração premiada, que a campanha de Osmar Dias, do PDT, ao Governo do Paraná em 2010 recebeu R$ 500 mil da empreiteira via caixa 2. De acordo com o executivo, a doação foi um pedido do presidente do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, que pretendia eleger ao menos um governador nas eleições daquele ano.

Nas planilhas da Odebrecht, o codinome de Osmar era "Caim". Fernando Reis justificou o apelido dizendo que Osmar brigava com o irmão, o senador Álvaro Dias, o que o lembrou da história bíblica dos irmãos Caim e Abel. O delator disse que teria se reunido com Osmar Dias, no Senado, para acertar a contribuição de R$ 500 mil.

Com base nas informações prestadas por Fernando Reis, a Procuradoria-Geral da República pediu a abertura de um inquérito contra Osmar Dias e Carlos Lupi. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, enviou a petição para a Justiça Federal do Distrito Federal.

Em nota, Osmar Dias negou ter recebido doações da Odebrecht e disse que os valores repassados pelo Diretório Nacional do PDT foram legalmente declarados e aprovados pela Justiça Eleitoral. O ex-senador afirmou ainda que não conhece e jamais teve contato com pessoas ligadas à Odebrecht. Além disso, jamais autorizou, em toda a vida pública, que outras pessoas pedissem doações em seu nome.

Carlos Lupi também se manifestou por meio de nota. Ele disse que os valores que foram repassados para a campanha de Osmar Dias em 2010 são de exclusiva responsabilidade do Diretório Nacional do PDT, que só negociou doações de forma oficial. Ainda segundo a nota, os pagamentos foram legais, declarados e devidamente contabilizados conforme prevê a legislação eleitoral.

Fonte: CBN - Tabata Viapiana
Foto: Arquivo / Senado Federal

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