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Emater leva pequenos produtores rurais para feira internacional de artesanato

Publicado em: 25/05/2017 13:06

Famílias atendidas pela Emater na região de Curitiba e no Litoral através do projeto Artesanato Rural têm a oportunidade de participar, pela primeira vez, da Feira Internacional de Artesanato -Feiarte, que acontece em Curitiba, entre 26 de maio e 4 de junho.

Considerada uma das maiores feiras do gênero do País, o evento deve reunir durante os dez dias artesãos, investidores, comerciantes e outros profissionais ligados ao setor, de todo o Brasil e de outros países, para efetivação de negócios, estabelecimento de parcerias comerciais e capacitação.

A coordenadora regional da Emater, Marilda Gadens Baduy, conta que a participação dos quase 60 artesãos na Feiarte foi viabilizada graças a uma ação de parceria do Instituto com a Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos e a Paraná Turismo, com o apoio financeiro da Copel. "Vai ser muito importante porque esses produtores terão a oportunidade de contato com um número expressivo de visitantes e de, naquele ambiente, divulgar e vender os seus produtos".

A Emater na região de Curitiba e Litoral trabalha com a promoção do artesanato no espaço rural desde 2006. Marilda conta que esta ação sempre foi desenvolvida em parceria com outras instituições, como prefeituras, secretarias de Governo e, mais recentemente, com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar-PR.

"O nosso papel principal nesta iniciativa é de orientar para um melhor aproveitamento da matéria-prima. Além disso, nos preocupamos em capacitar esses artesãos para que sejam capazes de fazer uma gestão mais profissional da atividade, para serem mais empreendedores e preparados para uma atuação coletiva, através do associativismo".

A extensionista da Emater destaca que o trabalho associativo é importante para facilitar o acesso desses pequenos empreendedores ao mercado e na busca de treinamentos que podem contribuir com o aperfeiçoamento dos processos de produção, incremento da qualidade das peças e diversificação dos produtos ofertados.

"No caso específico dessas famílias que participam da Feiarte, todas elas fazem parte de alguma associação ou grupo informal e a participação delas no evento só foi viabilizada graças a essa organização", comenta Marilda.

Embora existam entre as famílias atendidas pela Emater aquelas que têm no artesanato sua principal fonte de renda, a maioria desenvolve essa atividade como saída para complementar a renda do trabalho no campo.

"Mas o resultado das vendas não é o único benefício. Ao integrar esse projeto, notamos que essas pessoas acabam tendo outros ganhos, como o crescimento e o desenvolvimento pessoal", explica Marilda. "Ao sair da sua propriedade para participar de treinamentos, feiras, eventos e oficinas, elas têm a oportunidade de interação, de troca de informações, de conhecer novas pessoas, produtos e lugares e isso traz melhoria da autoestima e valorização pessoal, refletindo também na vida em família", avalia a extensionista da Emater.

As peças elaboradas pelos artesãos são bastante diversificadas, definidas em função da tradição local e também pela disponibilidade da matéria-prima. "Depende do que tem na propriedade. Onde se produz milho, por exemplo, pode se usar a palha. Na lista dos produtos empregados temos as fibras de bananeira, taboa, criciúma, tronco de pupunha e bucha, o vime, a palha de milho, como já disse, sementes e bambu", diz Marilda.

SERVIÇO:

38° edição da Feira Internacional de Artesanato

Data: 26 de maio a 4 de junho

Local: Expo Renault Barigui - Curitiba

Fonte: AEN
Foto: Divulgação/ Emater

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