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Estados do Sul discutem futuro da cadeia do milho

Publicado em: 13/06/2017 08:16

Discutir o equilíbrio e o futuro da cadeia produtiva é um dos objetivos do Fórum Mais Milho, que será realizado das 13h30 às 18h desta terça-feira, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nês, em Chapecó. Estarão presentes secretários da agricultura dos três estados do Sul, o governador Raimundo Colombo e o secretário nacional de política agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, disse que debater a produção do milho é uma questão de segurança econômica do país.

Ele afirmou que o milho é que sustenta outras cadeias produtivas como carnes e leite. Com mais milho a produção é maior e os preços diminuem para o consumidor. No entanto é preciso ações conjuntas para garantir preços que estimulem o plantio pelos produtores.

Programa de incentivo ao plantio deve ser lançado neste mês

O Programa de Incentivo ao Plantio de Milho em Santa Catarina deve ser reeditado neste ano. O secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, teve uma reunião ontem com representantes de agroindústrias e da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), para retomar o programa. As cooperativas forneceriam sementes e fertilizantes para que o agricultor pague na próxima safra e o estado pagaria um real por saca de subsídio do seguro. A Aurora já manifestou interesse no programa e vão tentar estabelecer cotas com as demais agroindústrias. O preço ao produtor deve ficar em torno de R$ 28,00, menos que os R$ 34,00 do ano passado mas superior aos R$ 23,00 praticados no mercado.

Suinocultores reclamam

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, disse que apesar do preço da saca de milho ter caído pela metade em relação ao ano passado, diminuíndo os custos de produção, os criadores não estão tendo prejuízo mas também não tem lucro. O motivo é que o preço do suíno ficou em R$ 3,20 por quilo, praticamente no preço de custo. Por isso o setor quer redução do ICMS de 12% para 6%, medida que já foi adotada pelo Rio Grande do Sul.

Fonte: Diário Catarinense
Foto: Diogo Zanatta / Especial

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