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Produção de grãos e exportação favorecem setor de máquinas agrícolas

Publicado em: 11/07/2017 05:59

O bom desempenho da produção de grãos deste ano acelerou a produção de máquinas agrícolas. No primeiro semestre, foram produzidas 29 ml unidades, 41% mais do que de janeiro a junho de 2016.

A produção brasileira foi impulsionada, ainda, pelas boas exportações, que cresceram 29% no semestre. A liderança nas vendas externas ficou com as colheitadeiras de grãos, que tiveram alta de 106%.

Todos os principais segmentos da indústria aumentaram de produção no primeiro semestre, com destaque para o de colheitadeiras de grãos, cuja evolução foi de 58%. A produção de tratores cresceu 47%, e a de colhedoras de cana, 8%.

Os dados são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que aponta, ainda, um crescimento de 13% no mercado de trabalho no setor. No mesmo período, o total de funcionários da indústria automobilística caiu 8%.

Em junho, as indústrias de máquinas agrícolas empregavam 18,3 mil funcionários. No mesmo período de 2016, eram 16,2 mil.

A demanda interna por máquinas cresceu 22% no semestre. Produtores aumentaram as compras devido à elevação da produção de grãos.

Embora a área cultivada no país tenha subido apenas 4%, para 60,5 milhões de hectares, a produção de grãos será de 234 milhões de toneladas, um aumento de 26%.

Ao final deste ano, somada a produção das safras de verão e de inverno, o país colocará 48 milhões de toneladas de grãos a mais nos armazéns do que em 2016.


Saldo - A maior participação dos Estados Unidos no mercado internacional do agronegócio permitiu ao país obter um superavit de US$ 6,1 bilhões de janeiro a maio neste setor, um volume bem superior ao de igual período do ano passado: US$ 1,2 bilhão.

Exportações - Os dados são do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). As exportações somaram US$ 57,5 bilhões, e as importações, US$ 51,4 bilhões no período.

Arroz - A produção mundial deve superar os 500 milhões de toneladas em 2017/18, segundo estimativas da FAO. Os estoques sobem para 171 milhões, e a comercialização mundial, para 44,4 milhões de toneladas.

Fonte: Folha de S. Paulo
Foto: Imagem Ilustrativa

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