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Pastora beltronense sofre ataques nas redes sociais por áudio atribuído a seu nome

Publicado em: 09/10/2017 05:27

Um áudio gravado e compartilhado via aplicativo de mensagens no celular vem dando dor de cabeça a uma pastora de Francisco Beltrão. Tudo porque, na gravação, uma suposta pastora identificada como Patrícia oferece pacotes de orações que vão de R$ 150 para cinco minutos de oração a R$ 1.500 por uma hora de oração, além de profecia, revelação e a "certeza do milagre" pretendido.

O áudio, que foi gravado em fevereiro e acabou sendo distribuído em grupos religiosos no WhatsApp, além de ser publicado em um grande portal gospel de notícias, não passava de uma brincadeira de mau gosto de uma pastora da região de Bauru (SP) com colegas de igreja.

Recentemente, no entanto, o som foi vinculado à imagem da pastora Patricia Anghinoni Bonissoni, da 7ª Igreja do Evangelho Quadrangular, de Beltrão, e repostado nas redes sociais.

Em função disso, há alguns dias, a pastora vem sofrendo ataques nas redes sociais, mesmo após a autora do áudio original ter reconhecido a brincadeira. Sua página no Facebook, com mais de 195 mil curtidas e 245 mil seguidores, é o principal alvo de comentários atacando até mesmo os filhos de Patrícia. "Muitas injúrias são bem pesadas. Uma dessas pessoas inclusive incitava outras a comentarem na página", diz a pastora, que já denunciou o fato à polícia e está fazendo cópia dos comentários virtuais.

O pastor Fernando Alberto Araújo, presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Francisco Beltrão (Conpev), também se manifestou em sua página no Facebook, revelando que havia recebido duas mensagens no mesmo dia com o áudio atribuído à pastora Patricia. "Como presidente do Conpev, afirmo que a conhecemos e fomos informados de que um áudio malicioso foi acrescentado à sua imagem e informações pessoais do Facebook. Repudiamos tal atitude e prestamos solidariedade à pastora e seus familiares, bem como à igreja que pastoreiam", declarou.

Sobre o conteúdo da gravação, Patrícia afirma é contra vender qualquer coisa e que "revelação e profecia ninguém pode prever". "Deus pode usar alguém pra falar alguma coisa, mas jamais vai usar quem se vende! Muitos andam atrás de revelações e querem ouvir profecias, falta conhecimento bíblico. Não sou contra revelação, porque a bíblia diz que é um dom para edificação da igreja, jamais pra alguém em específico", falou, lamentando a repercussão nas redes sociais. "O ódio está disseminado, não mais limites."

Fonte: Jornal de Beltrão
Foto: Arquivo Pessoal

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