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Guarda avisou sobre atirador 6 minutos antes de ataque em Las Vegas

Publicado em: 12/10/2017 06:22

Um funcionário do hotel Mandalay Bay, de onde um atirador disparou contra uma multidão em Las Vegasno dia 1º de outubro, disse nas últimas horas, que as autoridades foram avisadas que havia um homem armado no local seis minutos antes do ataque começar.

A informação muda a ordem dos acontecimentos do dia 1º, quando 58 pessoas morreram e mais de 500 ficaram feridas. A polícia tinha dito anteriormente que as forças de segurança só ficaram sabendo sobre o atirador quando ele começou a disparar contra a multidão.

O funcionário Stephen Schuck disse à rede de televisão americana NBC News que ele checava uma porta de incêndio no 32º andar do prédio quando ouviu tiros e viu um guarda do hotel ferido.

"Assim que comecei a ir a uma porta na minha esquerda, as balas começaram a descer pelo corredor", disse Schuck. "Eu podia senti-las passar logo atrás da minha cabeça."

Na sequência, o guarda ferido, Jesus Campos, usou o rádio para avisar a gerência do hotel do problema e pediu que a polícia fosse chamada.

Não está claro ainda se o hotel de fato avisou a polícia naquele momento.

O xerife da polícia de Las Vegas, Joseph Lombardo, confirmou a informação do funcionário e apresentou uma nova linha do tempo dos acontecimentos. Ele não quis comentar, porém, se houve falha da polícia na resposta ao caso.


Até então, as autoridades diziam que o segurança do hotel tinha sido ferido após o atirador, Stephen Paddock, ter disparado contra a multidão.

Com as novas informações, especialistas em segurança passaram a questionar se houve um erro de comunicação entre o hotel e as autoridades e se a polícia demorou para agir.

"Havia claramente uma possibilidade de que os danos do ataque fossem mitigados", disse à agência Associated Press o policial de Nova York aposentado Joseph Giacalone.

Para Ron Hosko, ex-FBI (a polícia federal americana), os seis minutos entre o aviso no rádio e o início do ataque não eram suficiente para a polícia impedir o massacre.

A MGM Resorts International, dona do Mandalay Bay, questionou a nova linha do tempo. "Acreditamos que o que está sendo dito atualmente não expressa corretamente o que ocorreu", disse a porta-voz do grupo, Debra DeShong.

Fonte: Folhapress
Foto: Reprodução

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