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Professora da UTFPR fala sobre problemas de erosão em Áreas de Preservação Permanente

Publicado em: 04/12/2017 06:33

Problema bastante recorrente em nossa cidade, a erosão em Áreas de Preservação Permanente (APP) foi tema da fala da professora da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), Rachel Locks Guimarães, durante a sessão da Câmara Municipal de Pato branco. Convidada pelo vereador Fabricio Preis de Mello (PSD), ela falou sobre as ações que desencadeiam a erosão e como evitá-la.

"A erosão acontece a partir de duas formas. Ou pelo impacto da gota da chuva ou pela desagregação do solo a partir do escoamento superficial", pontuou Rachel. Acontecendo esse processo, a erosão acontece de três maneiras. A primeira, de uma forma laminar, que é a inicial. A segunda, a erosão com sulco, que formam os canais e, por final, a voçoroca, que é quando aparecem aquelas valetas enormes com mais de 30 cm de profundidade.

De acordo com Rachel, reverter esse problema é um grande desafio. Na área rural, esse é um problema ainda mais visível. Segundo a professora, que é formada em Agronomia, o agricultor pode contornar tal problema a partir da melhora da matéria orgânica no solo. "Assim, o solo fica mais firme e a chuva não desagrega ele. Se não for possível, o ideal é aumentar a infiltração da água no solo, evitando que ela acabe escoando e aumentando a erosão".

Rachel pontuou ainda que a voçoroca geralmente acontece em virtude da grande concentração de água em alguns locais, seja na área agrícola ou urbana. Na urbana, destaca ela, esse problema acontece muito em razão da pavimentação asfáltica, acaba não acontecendo a infiltração e temos a concentração de água e por consequência a erosão.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Assessoria de Imprensa

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