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Em um mês, propriedade rural de Salgado Filho ficou oito dias sem energia elétrica

Publicado em: 05/12/2017 06:10

Produtores rurais, empresários e secretários municipais de diversos municípios da região estiveram na sede da Amsop, em Francisco Beltrão, participando de uma audiência pública convocada pela associação de municípios para debater as constantes quedas de energia elétrica. Diretores da Copel vieram ao evento para explicar a questão, apresentar investimentos e colher sugestões de melhorias.

Um dos casos relatados na audiência é o da produtora Viviane Carbonera, que reside na linha Azzolini, em Salgado Filho. A propriedade da família trabalha com as atividades leiteira e avícola e somente no mês de outubro ficou oito dias sem luz devido a duas quedas de energia que demoraram para serem restabelecidas e prejudicaram a produção: ela teve que descartar quase 3 mil litros de leite.

"Cada vez que caiu a luz demorou quatro dias pra voltar. Isso afetou o desenvolvimento dos franguinhos, que demoraram pra crescer e não ganhavam peso porque não tinham como se esquentar à noite", afirma Viviane. "Com o leite tivemos prejuízos também; a gente tinha que tirar e jogar fora porque não tinha como armazenar corretamente sem resfriamento", diz.

Além de agricultores, empresários do setor industrial também relataram prejuízos em decorrência das oscilações na energia. No entanto, uma das principais questões debatidas no encontro foi a demora no religamento da energia.

Cinco vezes mais quedas em outubro
Agora a direção da Copel irá considerar as demandas apresentadas na audiência para programar investimentos e, de acordo com o gerente do Departamento de Manutenção da companhia, Maicon Wathier, os casos serão analisados um a um.

"Vamos primeiramente levantar se não há problemas específicos em algumas redes e também para atender e melhorar o atendimento em casos de interrupção", explica. Além de Maicon, o superintendente da Copel Distribuição, Julio Omori, também participou do evento.

Segundo a estatal de energia elétrica, cerca de R$ 50 milhões foram investidos no Sudoeste neste ano. Anualmente na região são gastos R$ 26 milhões com manutenção da rede e mesmo com 150 eletricistas atuando no Sudoeste - mais o efetivo que veio de outras regiões - não foi possível atender em tempo a demanda de serviços de outubro, que cresceu 400% em comparação com outros meses.

Aproximação entre Copel e ususários

Para o presidente da Amsop, Frank Schiavini, essa aproximação entre a Copel e os usuários deve sensibilizar a estatal para os problemas da região. "Todas as questões tratadas aqui hoje devem ser levadas adiante. Há problemas que podem ser sanados em curto prazo, mas há aqueles que demorarão mais tempo, mas a nossa expectativa é de que, conhecendo a realidade de quem produz, como foi feito na audiência, a Copel esteja mais sensível às nossas reivindicações", afirma.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Assessoria de Imprensa

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