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Polícia descobre mentira no caso de estupro em universidade no Paraná

Publicado em: 10/01/2018 07:52

A denúncia de um estupro dentro do campus de uma universidade particular de Curitiba movimentou a comunidade acadêmica e também gerou bastante repercussão na cidade, em maio do ano passado. A suposta vítima, de 19 anos, procurou a polícia relatando a ocorrência, o que gerou, inclusive, uma manifestação com pedidos de mais segurança na região.

No entanto, a investigação da Polícia Civil sobre o caso revelou que tudo não passou de uma mentira inventada pela jovem. A delegada Eliete Kovalhuk, da Delegacia da Mulher, revelou nesta terça-feira (9) que a ocorrência foi esclarecida a partir de "pontas soltas" deixadas pela suposta vítima.

Ela informou que, em abril, recebeu uma mensagem no celular para uma convocação de uma palestra no auditório da Universidade Positivo, no bairro Mossunguê. A jovem relatou que foi abordada por dois homens no trajeto, e levada para uma área de mata. A suposta vítima, inclusive, chegou a dar detalhes das características dos homens e a polícia produziu retrato falado. A repercussão foi tanta que os demais alunos da universidade resolveram se manifestar após o caso.

"Ouvimos dezenas de testemunhas e confrontamos novamente a vítima. Ela, inicialmente, manteve a versão. Mas foram tantas contradições que ela acabou confessando que mentiu", contou a delegada. Com a quebra do sigilo telefônico da jovem, foi possível verificar que a mensagem de texto sobre a palestra nunca existiu, além da universidade confirmar que nunca usou esta ferramenta para este tipo de aviso aos estudantes. "A jovem alegou motivos pessoais para fazer isto e uma questão financeira pode estar por trás. A mentira seria um motivo para abandonar a faculdade", comentou Eliete.

Agora, a mulher pode responder por falsa comunicação de crime.

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Fonte: Massa News
Foto: Ilustração / Pixabay

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