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Florianópolis já registra 50% da chuva do mês em 24 horas

Publicado em: 11/01/2018 04:01

Florianópolis é a cidade catarinense que mais registrou chuva nas últimas horas, levando em consideração os municípios que possuem esse tipo de medição.

As instabilidades vão seguir nas próximas horas. A chuva causa alagamentos em pontos da cidade e pode vir a provocar deslizamentos de terra em áreas instáveis, já que a chuva segue a qualquer hora do dia na região da Grande Florianópolis.

A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) desmentiu nesta quarta-feira à noite um áudio que circula em redes sociais sobre o fechamento de rodovias estaduais (SC) em Florianópolis. Segundo o tenente coronel da PMRv, Fábio Martins, a decisão será tomada de acordo com o volume de chuva desta quinta-feira. Ao longo desta quarta-feira, nenhuma das rodovias que cortam a Ilha precisou ser bloqueada.

- Isso é mentira (o áudio). Estamos monitorando e, por conta da previsão de mais chuva, se houver a necessidade (de fechar as vias) nos iremos divulgar. Até o momento todas estão abertas e não há ideia de fechamento de nenhuma SC - garante.

Até o momento da reportagem, a situação mais crítica era na SC-405, no Sul a Ilha. Conforme o posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) no local, havia um único ponto com água sobre a pista, o Km 2700, em direção ao Rio Tavares. No entanto, apesar de lento, o fluxo seguia normalmente no local. De acordo com o tenente coronel da PMRv, Fábio Martins, também não foi possível fazer a inversão de pista na rodovia.

Martins alerta para que os motoristas reduzam pela metade a velocidade nas rodovias em situações de água na pista e que, por conta de buracos, a recomendação é de que, se em algum trecho não for possível visualizar o asfalto, que o motorista não trafegue.

O diretor da Defesa Civil em Florianópolis, Luiz Eduardo Machado, reforça que, neste momento, além do risco de deslizamentos por conta do volume de chuvas, o que mais preocupa as autoridades é o trânsito em Florianópolis, principalmente na SC-405. Conforme Machado, nos últimos dias a lâmina de água sobre a pista chegou a 15 centímetros.

- O trecho sofre influência da maré e, somado a chuva, teve dias com quase 20 cm de água acumulada. Normalmente, de 50 cm para cima já inviabiliza o fluxo. Nossa preocupação é a previsão de chuva para as próximas 24 horas - disse em entrevista ao NSC Notícias.

Machado ainda reforçou o acordo emergencial firmado entre a prefeitura e a base aérea, que abriu os portões da estrutura permitindo o desvio de parte do fluxo de veículos ao longo da tarde desta quarta-feira. O diretor ainda pontou que, se for necessário, nesta quinta-feira a prefeitura deve avaliar se será preciso abrir um desvio por dentro, inclusive, do aeroporto.

Estado de prontidão em Florianópolis

A chuva registrada nos últimos dois dias, principalmente na região da Grande Florianópolis, já acumulou cerca de 190 milímetros (mm), sendo que deste total, 102 mm foram registrados somente nas últimas 24 horas em Florianópolis. O total se aproxima do que costuma ser registrado ao longo de todo mês de janeiro, 200 mm, e ultrapassa o limite de segurança em Florianópolis, segundo a Defesa Civil. Nesse cenário, a prefeitura se reúne com outros órgãos para montar um plano de resposta, ação que ocorreu ao meio-dia desta quarta-feira.

- Estado de prontidão é quando toda a estrutura fica pronta para atendimento, independente do horário. Órgãos como a Secretaria de Infraestrutura, de Assistência Social, acabam entrando nesse regime. Se designa prontidão para que em qualquer horário, pelas próximas 24 horas, esteja alguém disponível, tanto para aplicação de maquinário, como de profissional - explica o diretor da Defesa Civil em Florianópolis, Luiz Eduardo Machado.

Conforme a assessoria da Defesa Civil em Florianópolis, o município também está pronto para atender a população em casos de desabrigados, mobilizando a abertura de algum local, como creches. No entanto, até a noite desta quarta-feira, nenhum local precisou ser ativado.

Queda de árvore provoca falta de luz em bairros da Capital

No começo da noite desta quarta-feira, pelos menos sete bairros da Capital, como Córrego Grande, Pantanal, Carvoeira, Centro, Saco dos Limões, Serrinha e Trindade, ficaram sem luz. De acordo com o chefe da Divisão Técnica da Celesc, Adriano Luz, a interrupção foi causada por conta de uma árvore que caiu sobre os fios. A suspeita era de que pelo menos dois alimentadores teriam sido danificados. Por volta das 20h30min, o serviço já havia sido normalizado no Córrego Grande e no Pantanal, mas cerca de 3,7 mil unidades consumidoras ainda estavam sem energia.

De acordo com o último relatório da Defesa Civil do Estado, divulgado por volta das 17h desta quarta-feira, pelo menos sete municípios de SC já registraram algum tipo de ocorrência por conta das chuvas, entre eles a Serra do Rio do Rastro, Imbituba, Florianópolis, Braço do Norte, São José, São João Batista e Biguaçu. A ocorrência mais grave foi a morte de uma menina de apenas oito anos causada pela queda de uma árvore sobre o telhado de uma garagem.

Também conforme a Defesa Civil, até a tarde desta quarta-feira, cinco pessoas estariam desalojadas, mas não há registro de desabrigados. Ao todo, 26 pessoas foram afetadas pelos efeitos da chuva constante e seis casas foram danificadas. Até o momento, já foram distribuídos quatro rolos de lonas no Estado.

Fonte: Diário Catarinense
Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

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