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Temer afirma que desapropriação de prédio que incendiou era 'situação difícil'

Publicado em: 02/05/2018 06:44

Em rápida visita aos escombros do edifício que desabou nesta terça-feira, no centro de São Paulo, o presidente Michel Temer classificou a situação como "dramática" e afirmou que a União, dona do prédio, ainda não havia pedido a reintegração de posse porque o local era ocupado por gente muito pobre. "Nós não pudemos pedir a reintegração, porque era, afinal, gente muito pobre, naturalmente, uma situação um pouco difícil. Mas agora serão tomadas providências para dar assistência", afirmou.

Durante a passagem pelo local, Temer foi xingado e chamado de "golpista" por pessoas que acompanhavam o trabalho dos bombeiros. Na saída, alguns chegaram a atirar objetos contra o presidente, que foi protegido por seguranças. Depois, bateram no vidro e chutaram a lataria do carro onde ele estava.

"Eu não poderia deixar de vir aqui, sem embargo dessas manifestações, porque, afinal, eu estava em São Paulo, e ficaria muito mal eu não comparecer para dar apoio àqueles que perderam suas casas", explicou o presidente. Ele determinou que o Ministério da Integração Nacional auxilie a prefeitura e as famílias desabrigadas. Já o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), afirmou que o Estado está colaborando com a gestão municipal. E propôs pagar aluguel social às famílias que ocupavam o prédio destruído até que elas encontrem uma nova moradia.

Segundo ele, existem mais de 150 prédios ocupados indevidamente na capital paulista, mas não há balanço exato da quantidade de pessoas que vivem nos imóveis. Alguns são particulares e o Estado não pode tirar. "É uma briga judicial o tempo todo. O que temos que fazer é convencer as pessoas a não morar desse jeito", afirmou França.

Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Nelson Almeida / AFP

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