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Cachorro que já encontrou crânio, agora leva um braço humano pra casa

Publicado em: 11/09/2018 06:34

O mesmo cachorro que encontrou um crânio humano e o deixou na entrada de uma residência no bairro Atuba, em Curitiba, dia 10 de agosto, apareceu com outro achado bizarro. Na tarde desta segunda-feira (10), o animal foi visto pelos moradores da Estrada da Ribeira (BR-476) carregando parte de um braço humano. Um inquérito foi aberto nesta segunda para apurar o caso.

De acordo com a delegada Sabrina Alexandrino, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o osso ainda estava coberto por pele ressecada e foi possível identificar a palavra "Jesus" tatuada na pele. "É uma tatuagem grande que poderá nos ajudar na identificação do sujeito, caso apareçam familiares de pessoas desaparecidas com essa característica", informou.

Diante da situação inusitada, moradores da região seguiram o cão até uma mata nas proximidades e localizaram outro osso, desta vez da região do quadril. Os dois itens localizados foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba para perícia e os resultados devem ser divulgados em aproximadamente 30 dias.

Ainda segundo a delegada, o crânio localizado pelo cão no mês de agosto já havia sido encaminhado ao IML. No entanto, não havia uma investigação a respeito na DHPP porque o caso era tratado inicialmente como violação de sepultura. "Com os novos ossos encontrados, acreditamos que não se trate de vilipêndio de cadáver, mas de um homicídio. Então, abrimos o inquérito aqui", informou.

As partes do corpo encontradas até agora estão em avançado estado de decomposição e não apresentam indícios visíveis de crime. Por isso, a delegacia solicita o apoio da população com denúncias e informações a respeito de pessoas desaparecidas. "Precisamos inicialmente identificar o sujeito através do exame de DNA para, então, conversar com seus familiares e descobrir se ele tinha inimigos", explica.

Até lá, não é possível confirmar que os ossos estejam relacionados a um crime. "Poderia se tratar de um indigente que teve um mal súbito ou de um traficante", exemplificou a delegada.

Denúncias a respeito do caso podem ser passadas à DHPP pessoalmente na Avenida Sete de Setembro, 2077 - no Centro de Curitiba - ou pelo telefone 3360-1400. A denúncia também pode ser realizada de forma anônima e gratuita pelo telefone 0800-6431-121.

Outros casos

Essa não é a primeira vez que um morador de Curitiba se depara com uma ossada no quintal de casa. No início de ano, em março, outro crânio apareceu na esquina das ruas Chile e Francisco Nunes, no bairro Rebouças. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que dois homens jogaram a estrutura na frente de uma empresa da região. Não há inquérito aberto na DHPP a respeito do caso.

A única ocorrência envolvendo violação de sepultura que é atendida pela especializada trata do crime em que o corpo de uma menina de um ano foi furtado do Cemitério Municipal do Boqueirão, em Curitiba. O fato foi registrado em 22 de junho, um dia após o sepultamento da criança e foi passado à especializada na tentativa de apressar as investigações.

Segundo o delegado Cássio Conceição, a equipe conseguiu imagens do criminoso entrando em um carro com o caixão da criança e fugindo em direção à Cidade Industrial de Curitiba (CIC). No entanto, não foi possível visualizar a placa do veículo. "Já recebemos outras denúncias e verificamos uma a uma, mas nada nos levou ao suspeito", disse. Informações a respeito do caso também podem ser passadas à polícia pelo disque-denúncias da DHPP."

Fonte: Raquel Derevecki - Gazeta do Povo
Foto: Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo

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