PatoBranco.com

Suspeitos teriam desviado cerca de R$ 50 mil por mês de sindicato no Paraná

Publicado em: 04/10/2018 05:56

A operação interrogou o ex-presidente, o diretor-financeiro e o atual presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Varejista de Alimentos (Siemerc), em Curitiba. A entidade é investigada por supostos crimes de estelionato, falsificação de documentos, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

O cumprimento dos mandados de busca e apreensão aconteceram nos bairros Cristo Rei, Bacacheri, Alto da XV e Centro, onde foram apreendidos diversos documentos, computadores, pendrive, HD’s externos, celulares, um revólver 38 com 33 munições, além de mais de R$ 100 mil em dinheiro.

O ex-presidente Jorge Leonel de Souza, de 59 anos, o diretor-financeiro João Daniel Silvestre, também de 59 anos, e o atual presidente José Carlos Feliciano Moreira, de 65 anos, foram ouvidos na Delegacia de Estelionato (DE), e não quiseram se manifestar. Os três são suspeitos de desviar os valores destinados a treinamento dos funcionários do Sindicato. "Inicialmente cruzamos algumas informações entre os diretores, principalmente para verificar a existência de pessoas jurídicas. Os diretores possuem pessoas jurídicas em nome deles, só que elas não existem fisicamente, o que é indício para a gente de que essas empresas podem ser usadas para lavar dinheiro", explicou o delegado-adjunto, Rodrigo Souza.

Em uma segunda etapa de investigação, foi constatado que os custos fornecidos pelo Instituto, criado para promover cursos e voltado ao desenvolvimento dos funcionários, eram desproporcionais em relação à demanda de todos os funcionários. "A partir desse momento a gente verificou e pediu busca e apreensão para coletar indícios bancários, provas, elementos informativos probatórios, para que a gente possa, no final do inquérito, caso necessário, indiciar por lavagem de dinheiro, associação criminosa, e apropriação indébita de valores", disse. Parte do dinheiro apreendido foi localizado na casa do atual diretor, e outra parte na casa do ex-presidente.

De acordo com o delegado-titular da especializada, Leonardo Carneiro, o Instituto tinha uma movimentação mensal de aproximadamente R$ 70 mil, sendo que dessa quantia os suspeitos conseguiram justificar apenas R$ 19 mil, por meio de despesas e encargos. "Quer dizer que R$ 51 mil não conseguiram justificar a destinação. O valor seria desviado todo mês ao longo de vários anos, tendo em vista que eles estão à frente da direção desde 1993", afirmou.

O delegado explicou, ainda, que o dinheiro do Instituto é descontado na folha bruta dos empregadores através de um acordo, já do Sindicato é de contribuição sindical obrigatória. Agora, a investigação segue para descobrir a procedência do dinheiro apreendido na residência como também verificar se toda quantia encontrada é proporcional aos rendimentos declarados.

Fonte: Massa News - Polícia Civil
Foto: Divulgação

Foto

Notícias Relacionadas