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Bolsonaro e Haddad vão para o 2º turno das eleições presidenciais

Publicado em: 07/10/2018 20:08

Com 96% das urnas apuradas, a mais incerta eleição presidenciável no Brasil terá 2º turno. Em 28 de outubro, Jair Bolsonaro (PSL) disputará o cargo com Fernando Haddad (PT).

O candidato pesselista conquistou 46,70% do total de votos. O petista ficou com 28,37% do eleitorado.

Estratégias dos candidatos
Para a disputa na segunda votação, as equipes dos presidenciáveis já definem algumas estratégias para as próximas três semanas.

Na manhã deste domingo, aliados de Fernando Haddad ainda se estranharam em relação à postura que o candidato irá adotar para combater Bolsonaro.

A principal divergência está entre aproveitar um discurso de ataque contra o adversário ou apostar na discussão de propostas e no desgaste gradual do pesselista.

"No segundo turno, tem que focar em propostas. O discurso moral e os ataques ficam para os eleitores", disse um parlamentar petista. "Ele teria que bater mais", falou outro aliado, em discordância.

Já entre os aliados do capitão reformado, o tom da publicidade e dos discursos de campanha será a de mobilização e foco no ataque aos concorrentes.

Gustavo Bebbiano, presidente do PSL, afirmou neste domingo que o segundo turno será de confronto. "É porrada. Se tiver um segundo turno, o confronto vai ser direto. Com o PT não tem conversa", ressaltou.

Eleição sem precedentes
A corrida eleitoral deste ano foi marcada por situações inéditas e sem precedentes na história moderna do país.

O combate às fake news, que tem o WhatsApp como seu principal propulsor, se consagrou como o principal desafio das autoridades, dos eleitores e da mídia durante os meses que antecederam o pleito.

Só neste domingo, durante a votação, os tribunais eleitorais desmentiram diversos boatos sobre as urnas. Em Minas Gerais, por exemplo, o TRE afirmou que boato de que urna não processa voto para presidente é falso.

Anteriormente, houve também atentados aos políticos, como o ataque à faca que afastou Bolsonaro da campanha eleitoral por mais de vinte dias.

Além da destruição por dois candidatos do PSL da placa em homenagem à ex-vereadora Marielle Franco, assassinada no começo do ano e o ataque a tiros contra o Major Costa e Silva (DC), candidato ao governo de São Paulo.

Fonte: Exame
Foto: Exame

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