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BRASIL - Bebê retirada da barriga da mãe em crime bárbaro está internada em UTI

Publicado em: 19/10/2018 08:27

Permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital São Lucas, em Patos de Minas, na Região do Alto Paranaíba, o bebê que foi arrancado do ventre da mãe em um crime bárbaro em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais.

Segundo a unidade de saúde, a criança segue em situação estável e ainda não tem previsão de alta. A autora do crime de 40 anos, e o marido dela de 57, estão preso por causa do assassinato de Mara Cristina Ribeiro da Silva, de 21.

Por meio de nota, o hospital informou que a criança tem idade gestacional estimada de 36 semanas e cinco dias. O peso do nascimento dela é de 2.960 gramas. "No momento aos cuidados de equipe especializada e recebendo medicamentos diante das condições clínicas observadas", um novo boletim médico pode ser divulgado ainda nesta quarta-feira.

A criança foi levada para o hospital na noite de segunda-feira, horas depois do assassinato da mãe dela. A autora do assassinato afirmou, em depoimento, que atraiu Mara até a BR-040, onde a estrangulou com um fio de metal. Depois, retirou o bebê da barriga dela enquanto a vítima ainda estava viva, de acordo com informações da Polícia Civil.

Ela e o companheiro vão responder por homicídio qualificado e por dar parto alheio como próprio. Se condenados, podem pegar até 30 anos de prisão.

Mara havia desaparecido na última segunda-feira e o corpo dela foi encontrado no dia seguinte por pessoas que passavam em um matagal próximo ao Km 143 da BR-040, perto de um antigo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). As buscas foram intensificadas depois da autora ir a um hospital com uma recém-nascida, junto com o marido, dizendo que a filha era sua. Desconfiados, os funcionários da unidade de saúde acionaram a Polícia Militar (PM) e a mulher acabou confessando o crime.

Em depoimento, cujo teor foi divulgado ontem pela Polícia Civil, a mulher deu detalhes do crime macabro. Ela confessou ter planejado toda a trama para retirar a criança de Mara. De acordo com relato da mulher, primeiro ela informou que atraiu a vítima para um matagal às margens da BR-040. Lá, ela atirou álcool contra o rosto da vítima e a estrangulou com um fio de metal. Ainda segundo a autora confessa, logo depois de enforcar a Mara, ela pendurou o corpo em uma árvore e fez o parto clandestino utilizando uma faca de cozinha. Conforme o depoimento de Angelina à polícia, a vítima ainda estava viva quando a criança foi retirada. As armas usadas no crime ainda estão sendo procuradas.

A mulher disse ainda que depois de assassinar Mara, ela chamou o marido e, junto com o recém-nascido, foi até o Hospital Municipal de João Pinheiro. Ela chegou à unidade de saúde na noite de segunda-feira. A PM foi acionada por funcionários que relatavam a entrada de uma paciente bastante agitada, com uma recém-nascida no colo, afirmando que acabara de dar à luz.

Entretanto, de acordo com os funcionários da unidade de saúde, ela caminhava normalmente e se recusou a ser atendida por um médico obstetra, situação incomum em casos de parto.

Ao chegar ao hospital, policiais militares encontraram familiares em busca da vítima, que afirmaram que Mara estava grávida de oito meses e que a mulher que havia ido à instituição morava com ela desde sábado. Além disso, uma testemunha, que seria vizinha das duas mulheres, disse que por volta das 13h30 daquele dia viu Angelina saindo com Mara e sua outra filha de 1 ano. Com os indícios, Angelina acabou confessando o crime.

O casal teve a prisão decretada.

A recém-nascida foi atendida no Hospital Municipal de João Pinheiro e transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. onde se recupera de um corte na cabeça sofrido durante as agressões à mãe. Os dois já foram encaminhados para unidades do Sistema Prisional de Minas Gerais e ficam à disposição da Justiça.

Fonte: Estado de Minas
Foto: Reprodução

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